A pesquisa artística da gaúcha Val Schneider é direcionada por uma articulação de matérias e materiais variados.  Objetos de infância, miniaturas e imagens do passado familiar e de paisagens que são combinados e recombinados num processo de apropriação e/ou desconstrução dos mesmos, compõem uma dimensão imprevista e aleatória que leva a artista a explorar diversos meios, implicando suas sensações e sentimentos, ausências, afetos e lembranças.

A artista reconhece questões de deslocamento de lugar, do tempo e da memória como fios condutores em sua produção, onde experiências múltiplas e fragmentadas se desdobram em possibilidades de resignificação.

Um dos principais elementos que utiliza é a água. Sua condição perecível, a evaporação, sua capacidade de deixar vestígios e manchas são seus interesses. Em aguadas e aquarelas utiliza uma grande quantidade, muitas vezes mergulhando o papel dentro de um recipiente com água e tinta, explorando acidentes e acasos.  A água retirada do Rio Uruguai, onde morou na infância, traz o lugar, a paisagem e a memória das enchentes para a narrativa do trabalho em recipientes contendo pequenos cenários submersos.

 

Página da artista no Coletivo 2e1.
Saiba mais sobre a artista neste link.