Escreva, escreva, escreva!

Não sabe como falar do seu trabalho? Escreva.
Sente que travou? Escreva.
Sente-se perdido em meio a tantas coisas para fazer, além do processo criativo? Escreva.
Angustia, ansiedade? Escreva.
Uma nova ideia? Escreva.
Acha que produz pouco, que não tem corpo de trabalho? Escreva.

Escreva, escreva, escreva!

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O psicólogo e pesquisador americano James Pennebaker afirma que a rotina da escrita pessoal (notas ou diário) fortalecem as células imunológicas chamadas linfócitos T. Outras pesquisas ainda apontam que o hábito reduz os sintomas de asma e artrite reumática. O pesquisador acredita que escrever sobre eventos estressantes nos auxilia a nos conciliarmos com eles, reduzindo assim o impacto desses stresses na nossa saúde física.

Um estudo de uma universidade de Iowa pesquisou a relação entre a escrita e o stress e obteve os mesmos resultado de Pennebaker. Entretando a chave da nova pesquisa foi focar a escrita em aquilo que era pensado ou sentido ao invés das emoções individuais. Ou seja: você conseguirá melhores benefícios escrevendo sua história pessoal e não apenas escrevendo sobre um sentimento ou outro.

4 Benefícios de uma rotina de escrita pessoal

  • 1- Clarificar seus pensamentos e sensações
  • 2- Auto-conhecimento
  • 3- Redução de stress
  • 4- Aprendizado
Tirar alguns minutos para despejar no papel (ou na tela do seu computador) seus pensamentos e emoções (sem editar!) é uma forma de entrar em contato mais rapidamente com seu processo interno.  Além disso a prática também auxilia no desenvolvimento de soluções inesperadas para problemas que primeiramente pareciam insolúveis. 
Criar uma rotina de escrita permite que você conheça aquilo que te faz feliz e confiante, além de apontar mais claramente situações e pessoas que se apresentam para você de maneira negativa.  Escrever sobre desentendimentos, ao invés de deixar o fato sendo processado internamente, também auxilia a compreender o ponto de vista de outras pessoas e uma forma de lidar com uma solução razoável e sensível para um problema de comunicação.
Escrever sobre raiva, tristeza e outras emoções dolorosas ajuda a aliviar a intensidade desses sentimentos. Fazendo isso você terá mais calma e terá mais disposição de se focar no presente.
Tomar notas escritas nos ajuda a de refletir sobre um ou mais dados. Desenvolvendo esse hábito, você criará também  uma conexão mais afinada com seus valores e objetivos.

A artista visual Carolina Paz dá seu depoimento sobre o processo da escrita manual e diária:

“No meu ateliê mantenho um caderno perto de mim. Fica aberto na minha mesa, com a caneta bem visível sobre ele. Escrevo uma, duas ou três vezes, em momentos diferentes de um dia de trabalho. Se paro pra uma pausa, tomar um chá, ler emails, fuçar redes sociais, tem ele ali, bem na minha frente e, então, escrevo. Se preciso tomar alguma decisão ou sinto que tem algo me angustiando, escrevo. Para mim ajuda a desanuviar. Os problemas parecem bem menores.”

Carolina também anda com um caderno menor na bolsa, para evitar de esquecer sua rotina, mas ela confessa que às vezes isso acontece.

“Tem dias que sinto que não tenho nada pra dizer ou não estou a fim de escrever, mas mesmo assim, escrevo. E… há dias que não escrevi. Acontece! E sem culpa, retomo no dia seguinte. (…) o importante é estabelecer uma rotina.”

Escrever no papel ou em um meio eletrônico?

Essa é uma opção pessoal e varia de acordo com os desejos e/ou as necessidades de cada um. A grande maioria dos jornalistas, escritores, roteiristas e profissionais da escrita se utiliza de softwares, aplicativos e serviços online específicos para aumentar a produtividade de seu trabalho. Mesmo assim é muito comum que essas mesmas pessoas carreguem consigo um bloco de notas ou caderno.

Digitar algo em um teclado ou até gravar em voz notas pode ser prático, mas essas ações carregam consigo uma série de desvantagens quando o desenvolvimento pessoal é parte do propósito da escrita.

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Então escreva, escreva, escreva! De preferência à mão. Em um bloco, caderno, folhas soltas, no verso de envelopes ou guardanapos. Escreva uma, duas, três, quatro páginas todos os dias. Você não precisa mostrar pra ninguém, apenas precisa ser o mais honesto consigo mesmo.

Boa escrita!